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LANÇAMENTO DO CATÁLOGO DE EXPOSIÇÃO DE HENRIQUE FUHRO

A obra de Henrique Fuhro recebeu uma amostragem parcial em 2017 com a exibição das diversas técnicas que o artista empregou ao longo de sua trajetória. A mostra ocorreu no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, na Sala “O Arquipélago” e constou de xilogravuras, serigrafias e pinturas, com especial destaque aos trabalhos de releitura realizados em torno de variações sobre “O Laçador”, ícone da escultura no estado de autoria de Antônio Caringi. Exibida sob o título “Hennrique Fuhro, a obra em curso: um recorte na Coleção Dalacorte”, com curadoria de Renato Rosa. A coleção situada na cidade de Getúlio Vargas, abriga artistas nacionais de diversas tendências e notadamente gravadores, tendo sido Fuhro escolhido pelo colecionador Paulo Palacorte como o artista/signo, a nortear seu espírito colecionador, um fato raro no estado. Agora, será lançado no dia 21 de agosto, às 19h, no Museu do Trabalho, Andradas 230, Centro Histórico, Porto Alegre, RS, o catálogo da exposição de 2017, com texto assinado pelo crítico de arte Jacob Klintowitz e edição e curadoria de Renato Rosa.

O caminho da Coleção

Disse o colecionador Paulo Delacorte em 2017: “Sempre tive vontade de ter obras de arte, porém há uma ideia generalizada de que arte é objeto de consumo para ricos e abastados. A partir de uma notícia que li na coluna da jornalista Celia Ribeiro, sobre um consórcio de gravuras e obras de arte múltiplas de artistas gaúchos editadas pelo Museu do Trabalho, desde então com o Hugo Rodrigues no comando da instituição, preços atrativos e minha curiosidade aguçada, iniciei a Coleção em abril de 1999…..Neste ano a coleção, – a meu ver – completa sua maioridade. A exibição e escolha de Henrique Fuhro é, de certa maneira, o espelhamento do tom geral que pretendo imprimir à coleção.”

A opinião de Jacob Klintowitz

Fuhro, o biógrafo da solidão

“(…) A obra de Fuhro é construída numa técnica primorosa, severa, econômica. A complexa visão do artista foi sustentada por meios adequados criados por ela mesma. Nos últmos anos o motivo dos instrumentos musicais tornou-se uma constante. Um novo personagem do artista. É uma metáfora de oculta doçura: é possível criar uma música nova para a vida, quem sabe um solo improvisado de jazz, música que ele tanto amou. O artista nos deixou fragmentos do nosso tempo. Improvisos fulgurantes de um solo que só ele podia executar…”.

Sobre o artista

Henrique FUHRO (Rio Grande RS 1938 – Porto Alegre RS 2006)

Artista autodidata. Pintor, gravador, desenhista e professor. Iniciou aprendizado em pintura em 1954, em Porto Alegre. Ainda nos anos 1950 dedica-se ao exercício da gravura, especialmente a xilogravura. Participa de salões a partir de 1957 e integra a Associação Francisco Lisbôa, em 1958 está na 1a Feira de Gravura , 1o Salão Panamericano de Arte e Salão da Câmara Municipal. É um dos pioneiros professores do Atelier Livre de Porto Alegre. Estuda litografia com Danúbio Gonçalves em 1964. No ano seguinte, realiza sua primeira exposição individual na Galeria Cândido Portinari, em Porto Alegre. Em 1967, recebe o 1º prêmio de gravura no Salão Cidade de Porto Alegre, desde então acumula em sua carreira diversas premiações em salões de arte. Tem incluído trabalhos no álbum “Dez Gravadores Gaúchos”, 1965, do editor Júlio Pacello, São Paulo; I BienalNacional de Artes Plásticas de Salvador; obtém o prêmio “EX-AEQUO” na 2a Exposição da Jovem Gravura Nacional no MAC de São Paulo, expões na IX Bienal Internacional de São Paulo; premiações em Belo Horizonte, Curitiba; II Bienal de Artes PLásticas da Bahia (fechada e reaberta pela Censura) em 1968; Coletiva de Arte Brasileira na Universidade de Stanford, Califórnia; Prêmio de Isenção de Júri no Salão Nacional de Arte Moderna no Rio de Janeiro; individual no Rio na Galeria Celina, 1969; prêmio de gravura no Salão de Campinas; integra a representação brasileira na II Bienal Latino-Americana Del Grabado em San Juan, Porto Rico, em 1970, mesmo ano que é escolhido com mais 30 artistas para a representação nacional na XI Bienal Internacional de São Paulo (1971); Exposição Panamericana de Artes Gráficas em Cali, Colômbia e Prêmio de Aquisição no I Salão de Artes Visuais da UFRGS, Porto Alegre. A partir da década de 1970 dedica-se também ao desenho e retorna à pintura. Participa da XIII Bienal de São Paulo, 1973. Bienal Latinoamericana de São Paulo, SP; Coletiva na Bélgica Créativitè Dans L´ArtBrésilien Contemporain, Musees Royaux de Beaux Arts de Belgigue, 1978; realiza exposição itinerante entre Campinas, Rio de Janeiro, Curitiba, São Paulo e Porto Alegre com a série de gravuras “Fair Tênis”; El Grabado Brasileño Contemporáneo, 1984, itinerante do Itamarati exibida nas Américas e países africanos. Dividiu, na década de 1990, exposição de gravuras em Montevidéo com Iberê Camargo e Danúbio Gonçalves.É verbete no “Dicionário de Artes Plásticas no Brasil”, de Roberto Pontual; “História da Arte Brasileira”, de Pietro Maria Bardi; “História Geral da Arte no Brasil”, de Walter Zanini; “Mestres do Desenho Brasileiro”, “Artistas Gravadores Brasileiros”, ambos de Jacob Klintowitz, “A criação Plástica em Questão”, de Walmor Ayala, “A Gravura no Rio Grande do Sul 1900-1900” de Carlos Scarinci. Está catalogado no MARGS e Pinacoteca Rubem Berta, Pinacoteca Aldo Locatelli, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Museu de Arte Contemporânea do Paraná, e na Universidade de Stanford, Califórnia, dentre outros.

 

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Coluna – Renato Rosa
Renato Rosa, brasileiro, São Gabriel, RS, Brasil, 1946. Marchand, pesquisador, editor do jornal cultural O PARALELO do site www.bolsadearte.com/oparalelo, co-autor do “Dicionário de Artes Plásticas no Rio Grande do Sul”, (2ª edição, 2000, esgotada) Editora da Universidade/UFRGS.