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UMA OBRA A DESVENDAR!

Uma oportunidade de conhecer melhor a principal obra de Johannes Vermeer

RAPARIGA COM BRINCO DE PÉROLA Artista: Johannes Vermeer Dimensões: 44 cm x 39 cm Localização: Mauritshuis Período: Século de Ouro dos Países Baixos Material: Tinta a óleo Criação: 1665

Um artista de grande qualidade técnica, mas que pouco se sabe sobre sua história e menos ainda sobre sua mais famosa obra: Rapariga com Brinco de Pérola (1665 – Moça com Brinco de Pérola em português do Brasil e Het Meisje met de Parel, em holandês). Pouco se sabe sobre Johannes Vermeer e sua obra mais conhecida, mas a cada restauração ou estudo, novos elementos vão decifrando este quebra cabeça. A restauração da obra ocorrido em 1994, revelou um esquema de cores e estrutura subtis da pintura que apresenta um retrato de uma jovem. A jovem na obra de Vermeer é uma incógnita, não se sabe se ela era uma aristocrata, uma modelo ou amante do artista. Não se sabe se foi uma pintura encomendada ou um exercício do pintor. O que não deixa dúvida é a beleza impactante da pintura de Vermeer.

As obras de Vermeer, em especial a Rapariga com Brinco de Pérola, foram durante séculos negociadas, tendo passado por diversos donos, a maioria dentro do território dos Países Baixos, terra natal do artista. A Rapariga com Brinco de Pérola foi adquirida por A.A. des Tombe em um leilão em 1881. Des Tombe, que não possuía herdeiros, doou seu acervo ao Mauritshuis, museu da cidade de Haia, um dos mais importantes da Holanda.

Após vinte quatro anos, a “Mona Lisa holandesa”, principal atração do museu Mauritshuis, será mais uma vez investigada por especialistas, a fim de descobrir mais sobre esta emblemática pintura. As novas análises sobre a obra de Vermeer irão utilizar o que existe de mais moderno em tecnologia. “De onde os pigmentos vieram e as cores usadas? Podemos responder esses tipos de perguntas hoje com uma análise química. O que podemos descobrir se olharmos a tela com grande ampliação, uma ampliação de sete mil vezes? Podemos descobrir algo que não vimos antes.” de disse Emilie Gordenker, Diretora do Museu Mauritshuis, para a AFP (Agence France-Presse). Agora é aguardar os resultados e conhecer as novas revelações desta obra prima da pintura holandesa e mundial.

Coluna – Marco Monteiro 
Marco Monteiro, brasileiro, Natal, RN, Brasil, 1975. Artista, designer, arqueólogo, escritor e pesquisador, autor do livro didático “Artes Visuais – 2º Período” (História da Arte – Editora Geração Digital – Brasil – 2013) co-editor do “Arte351 Magazine” e Doutorando em Teoria e História da Arte pela Universidade Nova de Lisboa. www.mmonteiro.com