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BURLE MARX VOLTA A BERLIM

Roberto Burle Marx, foto © Ayrton Camargo – Imagem compartilhada: Website Deutsche Bank Kunsthalle

Arquiteto paisagista, pintor, escultor, designer, ativista ambiental entre outras coisas, Roberto Burle Marx (1909-1994) foi um daqueles gênios que influenciaram nossa forma de ver o mundo. Durante seus 70 anos de carreira, ele pintou, desenho, projetou mais de 2.000 jardins ao redor do mundo e descobriu aproximadamente 50 novas espécies de plantas.

Nascido na capital paulista, Burle Marx é reverenciado como pioneiro no modernismo brasileiro e um dos paisagistas mais aclamados do século XX. Seus projetos para Brasília e para o Rio de Janeiro tiveram um impacto duradouro na paisagem e na cultura destas cidades. Sua arquitetura de paisagem revolucionária, orientada para a pintura abstrata, tem uma reputação internacional que ainda hoje encanta e emociona o espectador. Junto a Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, Burle Marx fez história dentro do modernismo e do construtivismo brasileiro.

Roberto Burle Marx, O Antigo jardim de Residência Francisco Pignatari, ágora Parque Burle Marx, São Paulo, 1956, Foto © Cesar Barreto – Imagem compartilhada: Website Deutsche Bank Kunsthalle
Roberto Burle Marx, Stadpark Casaforte Jardim Público, Recife, 1935, tinta e lápis-lazúli sem papel, 48,3 x 73 cm, Cortesia Sítio Roberto Burle Marx, Rio de Janeiro – Imagem compartilhada: Website Deutsche Bank Kunsthalle

O Deutsche Bank KunstHalle traz pela primeira vez a Alemanha a exposição Roberto Burle Marx Brazilian Modernist. A mostra apresenta a produção artística em diferentes expressões. Um acervo incrível com aquarelas e desenhos de Burle Marx para projetos urbanos e paisagísticos. Quando o jovem, mas exatamente em 1928, Burle Marx viajou para Berlim com sua família. A capital alemã era um laboratório de modernismo e fervilhava arte, arquitetura. Berlim, que impressionou, influenciou e ocupou continuamente Burle Marx em suas obras. Foi possivelmente na Berlim da República de Weimar, que Burle Marx resolveu ser um artista e um arquiteto paisagista. Suas visitas à coleção de arte moderna no Kronprinzenpalais, onde ele viu obras de expressionistas alemães e Van Gogh, contribuíram para sua decisão. Mas ele fez outra descoberta importante: nas estufas dos Jardins Botânicos de Dahlem, ele reconheceu a beleza da flora brasileira: os filodendros, bromélias e nenúfares que foram ignorados nos jardins brasileiros, mas cultivados amorosamente na Alemanha, e que tocaram definitivamente o artista.

Seu retorno a Alemanha, agora através de seu legado artístico e paisagista, oferece ao espectador da exposição pinturas abstratas, projetos, ilustrações, cerâmica, jóias, design e desenhos de fantasia entre outros trabalhos. Burle Marx merece esta homenagem e reconhecimento por seu trabalho, que influenciou e moldou nossa maneira de ver o mundo que nos cerca, seja na parede de uma galeria, no jardim de uma casa ou monumento. A exposição foi organizada pelo The Jewish Museum de Nova York em parceria com o Deutsche Bank, e apoio do The Emanuel and Riane Gruss Charitable Foundation, e outros apoiantes generosos. Curadores: Jens Hoffmann, Diretor Adjunto | Exposições e Programas Públicos, Claudia J. Nahson | Morris e Eva Feld, curadoria do The Jewish Museum (NY). A exposição foi inaugurada no dia 07 de julho e fica até o dia 03 de outubro no The Deutsche Bank KunstHalle (End: Unter den Linden 13 / 15 – 10117 Berlin | site: http://www.deutsche-bank-kunsthalle.de/kunsthalle/en/index.html).

Roberto Burle Marx, Untitled (presumivelmente Decoração de carnaval), cerca de 1967, guache e COLAGEM sobre papel, 55,2 x 107 cm, cortesia Sítio Roberto Burle Marx, Rio de Janeiro, foto © Isabella Matheus – Imagem compartilhada: Website Deutsche Bank Kunsthalle

Marco Monteiro

Coluna – Marco Monteiro 
Marco Monteiro, brasileiro, Natal, RN, Brasil, 1975. Artista, designer, arqueólogo, escritor e pesquisador, autor do livro didático “Artes Visuais – 2º Período” (História da Arte – Editora Geração Digital – Brasil – 2013) co-editor do “Arte351 Magazine” e Doutorando em Teoria e História da Arte pela Universidade Nova de Lisboa. www.mmonteiro.com

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